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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Hostages | Review 1X02 - Invisible Leash


Depois de um ótimo piloto, mas meio que confuso em direções  e com duvidas de durabilidade, finalmente o segundo episódio. O episódio que define (ou pelo menos deveria) tudo que o público está vendo e a vontade de continuar acompanhando.


No episódio anterior, os planos de matar o presidente tinham falhado,  e toda a operação está em risco no começo desse episódio. Por seus valores morais, Ellen Sanders decide não matar o presidente e cancelar a operação por um medicamento dado errado. Até faz sentido, mas acho que ela devia ter pensado melhor nas consequências disso.

Chegando em casa, a série mostra seu momento mais dramático onde dá pra perceber a qualidade da atuação da protagonista. Como punição, ela tem que decidir qual membro de sua família vai morrer e acaba escolhendo indiretamente o marido, Brian (nunca que ela iria escolher os filhos, obviamente). Quando Carlisle pede para ela puxar o gatilho, ela inverte a arma na direção de seu sequestrador e atira, mas infelizmente a arma estava sem balas. “Viu só, você é uma assassina”. A doutora também é obrigada a colocar rastreadores nas costas de toda a família.


Sendo investigada agora, com o serviço secreto querendo descobrir quem foi que trocou os remédios do presidente, ela agora tem que aprender a mentir para um polígrafo para salvar sua família, uma das melhores cenas do episódio. Carlisle, que tem tanto a perder quanto ela se o plano der errado, ensina a ela a controlar suas emoções para passar no teste. Para todas as pessoas assistindo a série, aprendam, nunca se sabe quando é que você vai precisar!!!

Para manter a naturalidade das coisas, enquanto a nova operação não é marcada, eles voltam para suas rotinas... o que inclui o marido se encontrar com sua amante. Mesmo “não querendo”, acaba indo lá e fazendo seu serviço enquanto é escutado por Maria Gonzales, parte da equipe de sequestradores. Não sei muito bem o que pensar sobre isso, afinal é fácil desmarcar um caso mesmo sem parecer estranho, afinal, você já está fazendo algo errado. Liga pra amante, fala que a esposa quer ficar com ele hoje e pronto, não tem suspeitas. Mas infelizmente esse tipo de coisa acontece até nas melhores séries.

Enquanto isso, na trama dos filhos, temos dois problemas adolescentes clichês, só que infelizmente retratando a realidade de uma boa parcela dos jovens. A arte imita a vida, sempre foi assim. Gravidez adolescente e drogas. A filha, Morgan, esta grávida do namorado que largou a escola pra trabalhar, e o filho, Jake, deve dinheiro para traficantes. Difícil dizer o que isso vai causar no momento, mas os dois personagens estão bem preocupados com isso.

Começamos também a ter mais noção de quem participa dessa conspiração. O chefe de gabinete do presidente também tem seus motivos misteriosos para querer a morte de seu patrão.

Num ato de desespero, para que não fosse descoberto que a doutora que alterou os remédios, os conspiradores resolvem fazer a enfermeira, e amiga de Ellen, Angela, “cometer suicídio” e assumir o crime. Tudo porque a doutora não quis acabar a série no piloto. Muita irresponsabilidade, mas a perda dela é nosso ganho.

Infelizmente o episódio falha em dar respostas e só coloca mais perguntas. Ainda quero saber onde tudo isso vai dar, mas não quero tanta enrolação mais. Ou dê respostas ou será abandonada, é o problema de séries assim...
Promo do próximo episódio - 1x03 - Power of Persuasion




Hostages | Primeiras Impressões



Explorando um dos temas mais clichês existentes no mundo do cinema e das séries, Hostages baseia-se na pergunta: “Até onde você iria para salvar sua família”. Você mataria outra pessoa pra garantir a sobrevivência de seus entes queridos? E por mais que pareça que nada mais de bom pode ser tirado desse tema, Hostages não parece que fica atrás em qualidade, mesmo com o tema já explorado.

Nos primeiros minutos, é tanta informação tacada na cara do telespectador, e tanta coisa aparentemente desnecessária para um piloto manter seu ritmo, que você até pensa em deixar pra lá e ir ver outra coisa, afinal, essa fall season está gigantesca e opções não faltam. Mas depois de um tempo, você começa a ligar os pontos, e relacionar pessoas com outras pessoas e ver a que parte da história cada uma se encaixa.

O maior elogio que eu posso dar pra série é que, depois de um tempo e quando chega nos acontecimentos do prólogo, a tensão construída pra fazer vc ficar esperando cada segundo, cada acontecimento, é muito bem feita. A trilha sonora ajuda muito nesse quesito.

Mais da metade do piloto, e você ainda não tem noção de pra quem torcer, do que esperar. E eu ainda não sei se é algo ruim ou bom, mas surpresas são interessantes pelo menos. Os personagens são bons, os personagens são maus, vc não tem muita noção do que os motiva, mas você sabe que eles têm um motivo.

Toni Collette está genial como a médica que tem sua família sequestrada por pessoas que  querem que ela mate o presidente dos EUA. Ellen Sanders é uma personagem que caiu como uma luva para a atuação as vezes exagerada de Collette.

Dylan McDermott também está muito bom como o agente do FBI que, por algum motivo misterioso, provavelmente envolvendo sua mulher doente no hospital, resolve participar do plano para deixar os EUA sem governante. Duncan Carlisle  também tem uma filha, que parece que vai ser importante no futuro.

Vou falando mais dos personagens enquanto se desenvolvem, mas no momento a série promete ser muito boa. O que me preocupa é apenas se a trama é conteúdo pra diversas temporadas ou se daria pra resolver tudo em uma temporada só.

O próximo episódio vai estar pegando fogo.

 
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